UVZ realiza plantão para exames de leishmaniose e microchipagem no Servantes II, neste sábado

01/07/2026

 

Ação será realizada das 10h às 15h, e integra as medidas de combate à leishmaniose na região

 

A Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) realiza no próximo sábado (04), das 10h às 15h, um plantão no Residencial Servantes II para coleta de sangue destinada ao diagnóstico da Leishmaniose Visceral Canina (LVC) e microchipagem de cães com seis meses de idade ou mais. Outras ações de combate à doença seguem sendo realizadas na região.

O plantão ocorrerá na Rua Victório Andreasi Netto, no pátio da Igreja Santo Expedito, e é voltado principalmente aos moradores que não poderão receber as equipes durante as visitas domiciliares. Desde o fim de junho, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) intensificou as ações nos bairros Residencial Balneário e Residencial Servantes II, após a confirmação do primeiro caso humano de leishmaniose na região.

"É muito importante que os responsáveis levem seus animais para o plantão, especialmente aqueles que não conseguem permanecer em casa durante as visitas das equipes", orienta o gerente da UVZ, Romário da Silva.

Além da coleta de sangue, as equipes da Sesau realizam visitas porta a porta para orientar a população sobre as formas de prevenção e executa a borrifação de inseticida nos imóveis para eliminar o mosquito-palha, transmissor da doença. Aproximadamente 300 residências serão atendidas.

De acordo com a UVZ, em 2025 foram confirmados 387 casos de leishmaniose visceral canina e três casos humanos. Em 2026, até o momento, o município registra 117 casos da doença em cães e o primeiro caso humano.

A leishmaniose não é transmitida diretamente do cão para as pessoas. A transmissão ocorre pela picada da fêmea do mosquito-palha infectada. Por isso, manter quintais e terrenos limpos, sem o acúmulo de folhas secas, restos de poda, galhos, fezes de animais, lixo orgânico, entulhos e materiais armazenados em locais úmidos e sombreados, é uma das principais formas de prevenir a proliferação do vetor.

Outra medida recomendada é o uso de coleiras repelentes específicas para leishmaniose, disponíveis em pet shops, que ajudam a proteger os cães contra o mosquito transmissor.

Os responsáveis também devem ficar atentos aos sinais da doença nos animais, como emagrecimento, feridas na pele de difícil cicatrização, queda de pelos, crescimento excessivo das unhas, perda de apetite, sangramentos nasais e alterações oculares. No entanto, alguns cães podem não apresentar sintomas, o que reforça a importância da realização periódica dos exames para o diagnóstico precoce.


 

Foto: Arquivo / Secom