Prudente registra queda nos casos de hepatites virais, mas reforça alerta para prevenção

03/07/2026

 

 

Durante o Julho Amarelo, Sesau intensifica ações de orientação e conscientização sobre a doença 

 

A Prefeitura de Presidente Prudente, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), anuncia ações para a segunda quinzena de julho com o objetivo de conscientizar a população sobre as hepatites virais. O mês é marcado pela campanha nacional Julho Amarelo, dedicada à prevenção, ao diagnóstico precoce e ao controle da doença. A cor faz referência à icterícia, um dos sintomas característicos das hepatites, que provoca o amarelamento da pele e dos olhos.

O cronograma das ações será divulgado pela pasta posteriormente. Em Presidente Prudente, os dados da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM) apontam uma redução significativa no número de casos confirmados da doença. Em 2025, foram registrados 25 casos, sendo que, até o mês de junho, haviam sido confirmados 17 casos. Em 2026, até junho, foram confirmados três casos da doença.

Apesar da queda, a Sesau reforça a importância da prevenção. As hepatites virais são infecções que atingem o fígado e podem causar alterações leves, moderadas ou graves. Em muitos casos, a doença é silenciosa e não apresenta sintomas. Quando presentes, os sintomas podem incluir cansaço, febre, mal-estar, tontura, enjoo, vômitos, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.

“A hepatite é uma doença silenciosa e, muitas vezes, seus sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças. Por isso, a população deve permanecer atenta e procurar atendimento sempre que houver suspeita. Durante o Julho Amarelo, vamos intensificar as ações de orientação e conscientização para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce”, destacou Marília Wittica, supervisora da Vigilância Epidemiológica (VEM).

Em Presidente Prudente, todas as unidades de saúde oferecem testes rápidos para hepatites B e C. No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. As infecções pelos vírus B e C podem evoluir para formas crônicas, tornando o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico fundamentais.


Formas de transmissão

As formas de transmissão variam de acordo com o tipo de hepatite. A hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, principalmente pelo consumo de água e alimentos contaminados, além da falta de saneamento básico, da higiene inadequada e de algumas práticas sexuais.

Já a hepatite B é transmitida pelo contato com sangue ou outros fluidos corporais contaminados e também é considerada uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST). O contágio pode ocorrer pelo compartilhamento de agulhas, seringas, alicates de unha, lâminas e escovas de dente sem a devida esterilização, além de procedimentos como tatuagens e colocação de piercings realizados com materiais contaminados. A transmissão também pode ocorrer da mãe para o bebê durante o parto.

A hepatite C é transmitida principalmente pelo contato com sangue contaminado. O risco está no compartilhamento de seringas, agulhas e objetos cortantes ou perfurantes sem esterilização adequada. Embora menos frequente, a transmissão também pode ocorrer por meio de relações sexuais.



 

Foto: Arquivo/Secom