Escolas municipais de PP participam de Ação Articulada contra bullying e cyberbullying
03/09/2026
Iniciativa da Defensoria Pública, ação conta com apoio da Seduc e Coordenadoria Municipal da Pessoa com Deficiência
A Secretaria Municipal de Educação de Presidente Prudente (Seduc) e a Coordenadoria Municipal da Pessoa com Deficiência estão entre as participantes da Ação Articulada contra o bullying e cyberbullying - Cultura de Paz nas Escolas, iniciativa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo.
Para celebrar o projeto, que é articulado pela defensora pública Giovana Devito dos Santos Rota, aconteceu nesta quinta-feira (03/09) um Encontro Interescolar, que reuniu as escolas participantes no Teatro Paulo Roberto Lisboa, no Centro Cultural Matarazzo, para uma mostra do que foi produzido durante o ano, com a temática bullying, cyberbullying e violências.
O município de Presidente Prudente foi representado pelas escolas municipais EM Rui Carlos Vieira Berbet e EM Professora Francisca de Almeida Góes Brandão, com o projeto escolar de prevenção e enfrentamento ao bullying e apresentação de paródia.
Também realizaram apresentações os alunos do Sesi Furquim, IE Fernando Costa, Colégio Cotiguara, Escola Estadual Clotilde Veiga de Barros e Escola Estadual Dr. José Foz.
A defensora pública Giovana Devito falou sobre o projeto, que está em seu terceiro ano, e como a iniciativa surgiu em Presidente Prudente. “A Defensoria Pública recebeu uma demanda relacionada a relatos de violência e a muitas questões que envolvem discriminação no espaço escolar. Há pessoas que se sentem tão fora de um lugar de pertencimento que acabam até evadindo desse local. E não é simplesmente que a pessoa saiu, ela foi, na verdade, expulsa daquele espaço. Isso vai além e acontece em razão do racismo, da homotransfobia, da discriminação contra as mulheres, da diminuição, da humilhação e dessa ideia do mito da supremacia masculina. São muitas questões que envolvem, inclusive, a violência sexual”, explicou.
Ainda conforme Giovana, a Defensoria se movimentou para entender um pouco melhor o espaço escolar, compreender as necessidades, se aproximar e dialogar. Posteriormente, promoveu esse encontro interescolar, que representa o fechamento de um trabalho iniciado em março, com reuniões com a Seduc e com a Coordenadoria da Pessoa com Deficiência.
“Tanto a Seduc quanto a Unidade Regional de Ensino indicam escolas que seriam mais adequadas e importantes para participar do projeto. Não fazemos isso em grande volume. Nossa metodologia trabalha com cerca de cinco, ou um pouco mais de cinco escolas por vez, em cada ação anual. Nossa intenção é progredir com esse projeto, ampliar as parcerias e trazer mais pessoas que compõem o sistema de Justiça para oferecer apoio à gestão, à percepção de Justiça Restaurativa e ao diálogo no espaço escolar. Queremos também evitar a judicialização das demandas do ambiente escolar, porque a judicialização muitas vezes causa estigma e marca o estudante. Estamos falando de pessoas em formação e em construção”, concluiu.
O coordenador Municipal da Pessoa com Deficiência, Salvador Cruz Neto, falou sobre a contribuição da coordenadoria no projeto. “A Coordenadoria participa desse projeto trazendo ações em conjunto com a Defensoria e com os alunos nas escolas. Lá no começo, quando fizemos as primeiras visitas para conversar com os estudantes, falamos sobre bullying e cyberbullying e apresentamos a proposta do que seria desenvolvido hoje. A partir dessas vivências, a Coordenadoria trouxe um pouco da experiência que tem sobre a pessoa com deficiência, sobre inclusão e sobre a importância de quebrarmos o olhar preconceituoso em relação aos diferentes corpos e às diferenças entre os jovens”.
Foto: Ananias Pinheiro
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